10ª Reunião – Jesus Cristo é o Filho de Deus

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10ª Reunião – Jesus Cristo é o Filho de Deus

10ª  Reunião – Jesus Cristo é o Filho de Deus

a. As aparições do Senhor eram garantia de que Jesus era o Filho de Deus feito homem

Não é fácil imaginar o impacto que a Ressurreição de Jesus provocou em seus seguidores. Sua execução na cruz os havia mergulhado na perplexidade e a Ressurreição confirmou-os na convicção que o próprio Jesus fora despertando neles pelos caminhos da Galileia: Deus estava com ele. O Deus que Jesus invocava com tanta confiança o identificou como seu Filho.

Na história de Jesus seus seguidores contemplam a irrupção de Deus, o rosto de Deus encarnado em Jesus. Desde muito cedo, nas comunidades, Jesus começou a ser chamado “Filho de Deus”. A lembrança da vida de obediência e confiança íntima de Jesus num Deus que ele chamava Abbá (Pai), bem como as aparições do Senhor, depois de sua morte, permitiram aos seus seguidores relacionar Jesus com esse Pai que o ressuscitou, infundindo-lhe sua própria vida e a reconhecê-lo como o próprio Verbo da Vida, o Filho de Deus (cf. Jo 1,13)

b. Jesus preparou os Apóstolos para acreditarem no seu mistério

Os Apóstolos viveram, depois da ressurreição de Jesus, um processo que os levou a crer, superando dúvidas e incertezas, interrogações e perplexidades. À luz dessa fé foram aprofundando o mistério de Jesus. Impulsionados pela mesma fé começaram a ler a história de Jesus, reavivar o que experimentaram junto dele, recordar suas palavras, mas não como um testamento, e sim palavras de alguém vivo entre eles e que continuava a falar com a força do seu Espírito.

Jesus preparou os Apóstolos para um novo horizonte, onde a presença salvadora de Deus, que o ressuscitou, já estava atuando em sua vida. Assim, os Evangelhos não recordam apenas as palavras de Jesus, mas também seus feitos e sua vida. Não o fazem com o objetivo de uma biografia, mas para revelar a mensagem de alguém ressuscitado por Deus que agora está comunicando seu Espírito e sua vida às comunidades de crentes que o seguem.

c. A primeira manifestação de Jesus foi nas bodas de Caná

No limiar de sua vida pública, Jesus opera seu primeiro sinal, a pedido de sua Mãe, por ocasião de uma festa de casamento. A Igreja atribui grande importância à presença de Jesus nas núpcias de Caná. Vê nela a confirmação de que o casamento é uma realidade boa e o anúncio de que, daí em diante, será ele um sinal eficaz da presença de Cristo (cf. Jo 2,1-11).

d.O Matrimônio entre batizados foi elevado por Jesus à dignidade de sacramento

Toda a vida cristã traz a marca do amor esponsal de Cristo e da Igreja. O Matrimônio cristão se torna, por sua vez, sinal eficaz, sacramento de aliança de Cristo e da Igreja e entre batizados é um verdadeiro sacramento da nova aliança, pois significa e comunica a graça.

O sacramento do Matrimônio não é uma convenção social ou um rito vazio, é um dom para a santificação e a salvação dos esposos, porque sua pertença recíproca é sinal sacramental, da mesma relação de Cristo com a Igreja. O Matrimônio é uma vocação, por isso a decisão de casar e formar uma família deve ser fruto de um discernimento vocacional, levando a sério o seu mútuo compromisso, em nome de Deus e perante a Igreja.

e. Exigências do amor matrimonial

O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa, apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade; o amor conjugal dirige-se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, conduz a um só coração e a uma só alma.

Esse amor exige a indissolubilidade e a fidelidade na doação recíproca, definitiva, e abre-se à fecundidade. Trata-se das características normais de todo amor conjugal natural, mas com um significado novo que as purifica, as consolida e as eleva a ponto de torná-las a expressão dos valores propriamente cristãos.

f. Ofensas ao amor matrimonial

A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; e a recusa à fecundidade desvia a vida conjugal do seu dom mais excelente: a prole.

Na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor em família, o Papa Francisco nos exorta em primeiro lugar a apreciar os dons do matrimônio e da família e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, a fidelidade e a paciência; em segundo lugar, nos propõe a encorajar a todos a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar. O casal que ama e gera a vida é a verdadeira escultura viva, capaz de manifestar Deus criador e salvador (Amoris laetitia nº 2 e 11).  Apesar dos numerosos sinais de crise no Matrimônio, o Papa espera, com esta Exortação, que cada um sinta-se chamado a cuidar com amor da vida das famílias.

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