11ª Reunião – O Espírito Santo

Home / Evangelização / Aprofundamento da Fé / 11ª Reunião – O Espírito Santo

11ª Reunião – O Espírito Santo

11ª Reunião – O Espírito Santo

a.  Quem é o Espírito Santo?

Ninguém pode dizer: “Jesus é o Senhor”, a não ser no Espírito Santo (1Cor 12,3). Este conhecimento de fé só é possível no Espírito Santo. É ele que suscita em nós a fé. Por nosso Batismo, primeiro sacramento da fé, a vida que tem sua fonte no Pai e nos é oferecida no Filho, é comunicada intimamente pelo Espírito Santo, na Igreja.

O Antigo Testamento proclamava o Pai, e obscuramente o Filho, porque preparava o advento do Filho. O Novo Testamento manifestou o Filho e fez entrever o Espírito Santo, que seria manifestado a partir de Pentecostes. O Espírito Santo agora está entre nós, cristãos, e nos concede uma visão mais clara de si mesmo.

Deus criou o mundo no “início dos tempos”, o tempo passou a existir. A partir daí passamos a viver o “desenrolar dos tempos”, que teve seu desenvolvimento no Antigo Testamento. A encarnação do Filho de Deus inaugura “plenitude dos tempos”, e com a vinda do Espírito Santo começamos a viver os “últimos tempos”, no qual o Espírito Santo é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele está em ação com o Pai e o Filho até a consumação do projeto de nossa salvação, que será no “final dos Tempos”.

A Igreja recebeu o Espírito Santo do Senhor, o professa no Batismo de seus filhos. O termo “espírito” traduz o termo hebraico “ruah” que significa sopro, vento, ar. Jesus utilizou a imagem do vento para sugerir a novidade transcendente daquele que é o Sopro de Deus (cf. Jo 3,5-8). Ao ser glorificado, Cristo, pode por sua vez, junto do Pai, enviar o seu Espírito aos que creem nele, isto é, o Espírito Santo.

b.  O evento de Pentecostes

No dia de Pentecostes se realiza a efusão do Espírito Santo. O Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, reunidos e esperando no mesmo lugar, e todos perseverando na oração. Foi então que a Igreja pode se manifestar publicamente diante da multidão e começou a difundir o Evangelho com a sua pregação.

Nesse dia é revelada a Santíssima Trindade e o Reino de Deus, anunciado por Cristo, está aberto aos que creem nele. O Espírito Santo faz o mundo entrar no tempo da Igreja (cf. At 2,33-36), durante o qual Cristo manifesta, torna presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, vive e age pelos seus sacramentos.

c.  O sacramento da Confirmação faz parte da iniciação cristã

Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos “sacramentos da iniciação cristã”. O sacramento da Confirmação é necessário à consumação da graça batismal.

Por este sacramento os fiéis são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força espiritual do Espírito Santo como testemunhas de Cristo para difundir e defender sua fé por palavras e obras.

A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do fiel um sinal espiritual ou caráter indelével, razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida.

d.  A preparação para o sacramento

A preparação para a Confirmação deve visar conduzir o cristão a uma união mais íntima com Cristo, uma familiaridade mais intensa com o Espírito Santo, sua ação, seus dons e seus chamados, a fim de poder assumir melhor as responsabilidades apostólicas da vida cristã.

No Ocidente administra-se este sacramento quando se atinge a idade da razão, e normalmente se reserva sua celebração ao Bispo, significando assim que este sacramento corrobora o vínculo eclesial.

O candidato à Confirmação deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir a função de discípulo e testemunha de Cristo na comunidade eclesial e nas ocupações temporais.

e.  O termo “confirmação” e os efeitos do sacramento

O termo “confirmação” significa uma vinculação. O sacramento da Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo, por isso produz crescimento e aprofundamento da graça batismal: enraíza a filiação divina; une-nos mais a Cristo; aumenta em nós os dons do Espírito Santo; aumenta nossa vinculação com a Igreja; dá-nos a força especial do Espírito Santo para difundir e defender nossa fé cristã.

f.  Os dois sinais da Confirmação

Os sinais visíveis no rito deste sacramento são dois: a imposição das mãos pelo Bispo e a unção com o santo óleo do Crisma.

A imposição das mãos é um gesto bíblico, usado pelo próprio Jesus, em diferentes circunstâncias. Os Apóstolos também impunham as mãos para conferir o Espírito Santo. O Bispo impõe as mãos sobre todos os confirmandos, enquanto reza a oração pedindo a Deus que envie o Espírito Santo.

A unção com o óleo é também um gesto bem conhecido no Antigo Testamento. O óleo é sinal de abundância, alegria, cura, irradia beleza, saúde, força e poder. A unção era um ritual que significava a escolha feita por Deus para uma missão. Todos esses significados do simbolismo bíblico antigo voltam a encontrar-se na vida sacramental.

A unção com o óleo do Crisma feita sobre a fronte do confirmando é o sinal de uma consagração e os que são ungidos participarão mais intensamente da missão de Jesus e da plenitude do Espírito Santo; porque na hora em que o Bispo unge a fronte do candidato, o que ele pediu na oração da imposição das mãos acontece.

O sinal invisível da graça é o selo do Espírito Santo. O selo é o símbolo da pessoa, sinal de sua autoridade, assim o Cristão é marcado por um selo, o selo do Espírito Santo (cf. 2Cor 1,21-22). No momento da unção do o óleo, o Espírito Santo vem sobre o confirmando, marcando, então, sua alma com o seu selo.

Antes de serem ungidos na fronte, os crismandos renovam as promessas do Batismo e fazem a profissão de fé. A seguir à Confirmação, o Bispo, através de um gesto de amizade ou abraço da paz, manifesta ao confirmado a comunhão em que se encontra agora, com o seu bispo e com os fiéis da sua Igreja.

g.  Os dons do Espírito Santo

A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Os sete dons do Espírito Santo são graças de Deus que necessitam de uma ação direta do Espírito Santo para podermos atuar dentro da virtude e perfeição cristãs. Só com o nosso esforço não conseguimos fazê-los crescer e se desenvolver.

Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.

Últimos Artigos

Faça um comentário