8ª Reunião – Jesus Cristo morre na cruz

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8ª Reunião – Jesus Cristo morre na cruz

8ª Reunião – Jesus Cristo morre na cruz

a – Jesus chega à sentença de morte pelo falso testemunho dos doutores da lei

Hoje, sabemos que Jesus não escapou da morte. Custa-nos perceber a razão por ter morrido de forma tão cruel, injusta e humilhante, sujeito a um sofrimento tão desumano. Não nos parece inadmissível os fatos que envolveram a sua morte?

Nos habituamos a trazer a cruz no peito ou olhar para o crucifixo como símbolo de salvação. Mas no tempo do império romano a cruz era um sinal de vergonha. Jesus foi crucificado ao lado de dois condenados pela lei, que matavam e roubavam.

Hoje sabemos que as causas da morte de Jesus foram bem complexas, mas entre elas, certamente, o falso testemunho dos doutores da lei e a omissão dos seus contemporâneos.

b – Quais as consequências de levantar falso testemunho – agir cristão

O Oitavo mandamento proíbe falsear a verdade nas relações com os outros. Essa prescrição moral decorre da vocação do povo santo a ser testemunha de Deus, que quer a verdade. As ofensas à verdade exprimem, por palavras e atos, infidelidades fundamentais a Deus.

Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifestou plenamente: “Cheio de graça e verdade” (Jo 1,14). Os discípulos de Jesus permanecem em sua Palavra para conhecer a verdade que liberta (cf. Jo 8,32).

O falso testemunho e perjúrio, a maledicência, a calúnia, a ironia e a mentira são atitudes contrárias à virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia, com o intuito de enganar o próximo.

c – Jesus ao lado de dois condenados pela lei – matar, roubar, desejar o que é do próximo

Jesus Cristo morreu como um criminoso, com verdadeiros criminosos dos dois lados. Dois ladrões condenados à morte foram crucificados com Jesus.

Os dois ladrões eram o extremo oposto em caráter daquele que se achava no meio deles. Eles eram “ladrões”; roubavam as pessoas para enriquecer; eram “assassinos”; “transgressores” (literalmente, fora-da-lei), sem se preocuparem com a lei dos homens ou de Deus.

O ladrão que se arrependeu e pediu: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino” (Lc 23,40-42) não mereceu a salvação; e este fato bem representa todos nós, pois não merecemos a vida eterna (Rm 3,23; 6,23). O ladrão foi salvo por causa da sua fé mediante a graça do Senhor, que é o único caminho para a nossa salvação (Ef 2,8-9). Quando reconhecemos o problema do pecado que nos separa de Deus, percebemos que temos algo em comum com o ladrão que confessou sua fé em Jesus na cruz., ou seja, somos de algum modo transgressores da Lei do Amor.

d –  O mandamento de Deus nos diz para não matar – quando o praticamos? – agir cristão

“Ouviste o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá que responder no tribunal. Eu porém vos digo: todo aquele que se encolerizar contra seu irmão terá que responder no tribunal” (Mt 5,21-22).

A vida humana é sagrada porque desde a sua origem ela encerra a ação criadora de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o Criador. Só Deus é dono da vida, do começo ao fim.

No Sermão da Montanha, o Senhor recorda o preceito: “Não matarás” (Mt 5,21), e acrescenta a proibição da cólera, do ódio e da vingança. E mais ainda, Cristo diz a seu discípulo que ofereça a outra face e ame os seus inimigos (cf. Mt 5,22-26.38-39).

O Quinto Mandamento determina como grave o homicídio direto e voluntário, algo com a intenção de provocar indiretamente a morte de uma pessoa, o aborto, a eutanásia, o suicídio, e todas as práticas contrárias ao direito dos povos e seus princípios universais.

e –  Quais são as ofensas ao mandamento de não roubar? Agir cristão

“Não roubarás” (Ex 20,15; Mt 19,18). O Sétimo Mandamento proíbe tomar ou reter injustamente os bens do próximo, ou lesá-lo, de qualquer modo, nos mesmos bens; prescrevendo a justiça e a caridade na gestão dos bens terrestres e do fruto do trabalho dos homens.

Esse mandamento proíbe o roubo que é a usurpação de um bem, toda a forma de apropriação e uso injusto dos bens de outrem. Toda ação de reter deliberadamente os bens emprestados ou objetos perdidos, defraudar no comercio, pagar salários injustos, elevar preços, especular sobre a ignorância ou a miséria alheia, variar artificialmente a avaliação de bens, a corrupção, fraude fiscal, falsificações e desperdício, entre outras, são formas que ferem o direito do próximo ao retirar o que lhe é devido.

O Sétimo Mandamento, portanto, proíbe atos ou empreendimentos que por qualquer razão levam a escravizar seres humanos, a desconhecer sua dignidade pessoal, a comprá-los, a vendê-los e a trocá-los como mercadorias.

f –   Como não cobiçar as coisas alheias? – agir cristão

“Tu não desejarás para ti a casa de teu próximo, nem seu campo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, qualquer coisa que pertença a teu próximo” (Dt 5,21). “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,21).

O Décimo Mandamento proíbe a cobiça dos bens dos outros. O apetite sensível nos faz desejar coisas agradáveis que não temos. Esses desejos muitas vezes não respeitam a medida da razão.  A avidez e o desejo de uma apropriação desmedida podem levar à injustiça e ao prejuízo de si e do próximo. A inveja é um vício capital, é a tristeza sentida diante do bem do outro e o desejo de se apoderar dele. A inveja deve ser combatida pela benevolência, pela humildade e pelo abandono nas mãos da Providência Divina.

São muitas as tentações que aparecem no dia a dia e os nossos propósitos vão por água abaixo. Em todas as tentações percebemos o grande risco da separação. Somos tentados a olhar a vida apenas por um ângulo, e assim não enxergamos as soluções necessárias.

g – O que fazer? Por que fazer?

Nos unindo mais ao Santo Padre Francisco e acolhendo suas indicações em dois documentos, a Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da criação, nossa casa comum, e a Exortação Amoris Laetitia, sobre a família no mundo atual, temas não nos faltam, e o desafio será acolher todos eles de modo criativo e integrado.

Deus criou o mundo em comunhão. Esta comunhão é para todas as criaturas, mas quando olhamos em volta vemos várias formas de separação e inimizade: guerras entre os povos, refugiados, violência, separações nas famílias, poluição, desmatamento, desonestidade, aborto e outras formas de extermínio. Quando o pecado toma conta, a comunhão e a fraternidade universais desaparecem.

O Papa Francisco tem estimulado o mundo inteiro a ter compaixão com os que sofrem e agir para que o sofrimento seja amenizado e mesmo extinto: “ lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos construindo o futuro do planeta… Todos nós podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades…Que aqueles que defendem e promovem a vida possam mostrar sua beleza…vivendo a compaixão genuína, vocês serão testemunhas privilegiadas da misericórdia do Pai da vida” ( Papa Francisco, Laudato Si,nº14; Amoris Laetitia,nº7 e 38) .

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