9º Encontro – ORAÇÃO – Os quatro últimos pedidos

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9º Encontro – ORAÇÃO – Os quatro últimos pedidos

9º Encontro – Os quatro últimos pedidos

 

A segunda parte do Pai Nosso já não se trata de uma oração de louvor, como na primeira parte, mas é o momento de se fazer os pedidos essenciais para a vida de quem está rezando e apresentando as suas súplicas.

Jesus nos ensinou a pedir o que realmente é essencial para a nossa vida, em sintonia com Deus.

 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje

A expressão “dai-nos” é típica da aliança: pertencemos a Ele e Ele pertence a nós, age em nosso favor. E quando pedimos o pão para nós, estamos reconhecendo Nele o Pai de todos os homens, e nós lhe pedimos por todos eles, em solidariedade com suas necessidades e sofrimentos.

Como nosso Pai e Criador, Ele não pode deixar de nos dar o alimento necessário à vida: física e espiritual. Pedimos que não falte o pão na mesa dos homens e pedimos que Ele também sacie nossa fome pela Palavra de Deus, que deve ser acolhida na fé, e ao Corpo de Cristo, recebido na Eucaristia.

 

Perdoai-nos as nossas ofensas

Este é um pedido surpreendente porque vem acompanhado de um segundo elemento, bem comprometedor e que, até certo ponto, condiciona o primeiro pedido, isto é: “perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam”.

Concretamente, estamos pedindo o perdão de Deus, mas apenas na proporção de nossa capacidade de perdoar. Nada de privilégios para nós. Estamos pedindo o mesmo tratamento que damos ao próximo.

 

Não nos deixeis cair em tentação

Trata-se de uma consequência do pedido anterior. Queremos superar o pecado e o mal, mas para isso já seria importante evitar a própria tentação que tantas vezes nos leva ao pecado e a ofender Deus que é Pai.

Nós temos consciência de nossa fragilidade e tendência ao pecado. Nós sabemos que a tentação não é só um convite para o mal e o pecado, mas é também a ocasião próxima que vem favorecer o consentimento. Por isso, pedimos que não nos deixe enveredar pelo caminho que conduz ao pecado.

 

Mas livrai-nos do mal

O mal neste contexto da oração designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, como aquele que se atravessa no plano de Deus e na obra da salvação, realizada em Jesus Cristo.

Foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda inteira será libertada da corrupção de pecado e da morte.

Nós realmente temos confiança que Deus é por nós e a certeza de que o demônio já foi derrotado por Jesus Cristo, para a salvação de todos.

Todavia, o demônio é autor e instigador de muitos outros males que ainda estão presentes no mundo. Por isso, ao pedirmos que o Pai “nos livre do mal”, estamos expressando nossa confiança na libertação de todos esses outros males que rondam o mundo em que vivemos.

 

A doxologia final

Podemos concluir o Pai Nosso, de maneira simples, com o “Amém”, palavra que designa nossa conformidade com tudo quanto acima se afirmava e se pedia. É uma espécie de assinatura de próprio punho, onde retificamos toda a honra e toda a glória, com os pedidos e súplicas que acabamos de fazer.

Podemos também concluir com uma solene doxologia final: “Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre…”. Trata-se, aqui, de uma verdadeira retomada dos três pedidos iniciais: a glorificação de seu Nome, a vinda de seu Reino e o poder de sua Vontade salvífica.

 

Para responder em grupo:

  1. Que pedidos nós devemos fazer na oração e que pedidos não devemos fazer?
  2. O que significa pedir o pão nosso de cada dia?
  3. Quando nós pedimos o perdão de Deus, nós o condicionamos a nossa capacidade de perdoar. O que significa isso?
  4. Quando pedimos ao Pai que não nos deixe cair em tentação, qual é o pressuposto aceito por nós?
  5. Quando pedimos “livra-nos do mal”, de que males queremos nos livrar?
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