A liturgia eucarística – 12ª parte

Home / Evangelização / A liturgia eucarística – 12ª parte

A liturgia eucarística – 12ª parte

C) A participação aos Ritos da Comunhão

12º. O complexo ritual (cf.IGMR n.80), que vai do Pai nosso até a oração depois da comunhão e está voltado para a participação dos fiéis na Ceia do Senhor, evidencia a paz como um dos frutos do Sacrifício eucarístico e orienta a vida da Igreja e fiéis em direção ao cumprimento escatológico, motivo ordinário das orações pós-comunhão.

“Ó Deus todo-poderoso,
Concedei-nos alcançar a salvação eterna,
Cujo penhor recebemos neste sacramento.
Por Cristo, nosso Senhor”. (7º Dom. TC).

Aqui, a atenção do grupo litúrgico se dirige aos seguintes pontos:

1. A palavra de introdução ao Pai nosso, própria do presidente, pode ser pensada e formulada em relação à liturgia da palavra, motivando a Oração do Senhor com uma de suas mensagens evidenciada

2. A saudação da paz varia conforme cada região e relações existentes na comunidade. O missal pede “que cada qual expresse a paz de maneira sóbria, apenas aos que lhe estão mais próximos” (IGMR 82). Não seria pedagógico inibir a satisfação agradável que nosso povo tem de se cumprimentar nesse momento. Entretanto, sem perder o clima natural e familiar, deve-se evitar os excessos; eles desvirtuam o sentido do rito. Este gesto é mais simbólico do que social, pois visa a expressar a reconciliação e a dimensão fraterna da Eucaristia. Por isso, o missal orienta a fazê-lo só ao redor, representando os demais, sem perder a interiorização em vista do que segue: o rito da fração do pão e a própria comunhão. Diante disso, se houver algum canto de paz (oficialmente não é previsto), que seja breve e não crie distração e dispersão.

3. O rito da fração do pão assume maior significado se a hóstia usada for grande. Assim, o gesto se torna mais percebido em sua fração para a partilha com os fiéis. “O gesto de partir o pão, realizado por Cristo na última Ceia, deu nome a toda a ação eucarística na época apostólica; este rito possui não apenas uma razão prática, mas significa que nós, sendo muitos, pela comunhão do único Pão da vida, que é Cristo, formamos um só corpo” (IGMR 83). A recitação do Cordeiro de Deus deve ser valorizada. Convém que seja acompanhado e cantado aos domingos, sem ser atropelado pelo rito da paz.


Cuidados e iniciativas para o Rito da comunhão.


 

Últimos Artigos

Faça um comentário