1ª Reunião – Sacramento, sinal do amor de Deus

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1ª Reunião – Sacramento, sinal do amor de Deus

11/03        1ª Reunião – Sacramento, sinal do amor de Deus

1. A grandeza da criação e o projeto de salvação que Deus tem para nós

Ao observarmos a natureza, constatamos como é belo o mudo criador por Deus, a harmonia que existe no universo, que nós percebemos por meio dos cinco sentidos.

Na origem de tudo está Deus. O que está escrito na Bíblia sobre a criação não entra em choque com a ciência, pois a Sagrada Escritura não tem o objetivo de fazer ciência, mas nos revelar o plano de amor que Deus tem para nós – a nossa salvação. Deus quer “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).

A Teoria da Evolução e o Big Bang são reais. “A criação do mundo não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor” (Papa Francisco).

As espécies foram evoluindo, até que num determinado momento da história surgiu uma criatura capaz de entrar em diálogo com Deus. O homem já estava no projeto inicial de Deus. Ele quis fazer uma criatura a sua imagem e semelhança.

E como somos sua imagem e semelhança? Não é pelo físico, pois que Deus é espírito e eterno, sem princípio nem fim; nós temos corpo (matéria complexa = corpo e alma) e somos limitados, tivemos princípio, embora não tenhamos fim, viveremos para sempre.

Somos imagem e semelhança de Deus porque temos inteligência para conhecê-lo; vontade para buscá-lo e buscando-o, o amemos. Temos também a liberdade (o livre arbítrio) para podermos escolher procurá-lo ou não, querer estar ao lado dele ou não.

Mas o homem não soube usar a sua liberdade e afastou-se de Deus, pelo não dito a Ele. Mas Deus ama tanto a sua criatura que sempre procurou salvá-la; e a maior prova de amor que Ele deu para nós, foi enviando seu Filho.

Jesus, o Filho de Deus se encarnou e viveu entre nós mais de 30 anos e assim Ele pode constatar como somos fracos e facilmente nos afastamos dele pelo pecado ou porque achamos que há coisas mais importantes do que Ele. Assim, antes de partir para o Pai, com a sua Ascensão, deixou-nos estes sete encontros com Ele para nos fortalecer na caminhada aqui na terra.

2. Jesus nos deixou encontros para as fases marcantes de nossa vida – os sacramentos

Os sete sacramentos tocam todas as etapas e momentos importantes da vida do cristão: outorgam nascimento e crescimento, cura e missão à vida de fé dos cristãos. Há aqui uma certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual.

As diversas situações da vida se expressam em várias dimensões no desenvolvimento pessoal, no posicionamento na sociedade e no exercício da liberdade para optar por uma direção inédita na vida. Essas situações da vida trazem consigo uma necessidade de referir-se ao mistério que a transcende e se expressam em ritos religiosos que fundamentam a experiência de passagem e consolidam vínculos sociais na cultura e na religião escolhida. Essas situações podem coincidir ou não com momentos biológicos (nascer-crescer-casar-morrer), porém sempre coincidem com momentos de tomada de consciência existencial a respeito do mundo e de si mesmo.

Os Sacramentos se dividem em três grupos de acordo com sua função.

Os sacramentos da iniciação cristã, os da cura e os que estão ao serviço da comunhão e missão dos fiéis.

Através dos sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Eucaristia são lançados os alicerces de toda a vida cristã. A participação na natureza divina, dada aos homens pela graça de Cristo, comporta uma certa analogia com a origem, crescimento e sustento da vida natural. Nascidos para uma vida nova pelo Batismo, os fiéis são efetivamente fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e recebem na Eucaristia o Pão da vida eterna.

No início do cristianismo, nos primeiros séculos, a pessoa que se convertia e se tornava seguidora de Cristo, recebia estes sacramentos da iniciação cristã no mesmo dia. Era batizado, fazia a profissão de fé, sendo assim confirmado, e depois recebia a sagrada comunhão.

Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida, nós trazemo-la «em vasos de barro». Vivemos ainda na «nossa morada terrena», sujeita ao sofrimento à doença e à morte. A vida nova de filhos de Deus pode ser enfraquecida e até perdida pelo pecado. O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo (2) quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação, mesmo para com os seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramente da Penitência e o da Unção dos enfermos.

Dois outros sacramentos, a Ordem e o Matrimónio, são ordenados para a salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, é através do serviço aos outros que o fazem. Conferem uma missão particular na Igreja, e servem a edificação do povo de Deus.   Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para serem, em nome de Cristo, «com a palavra e a graça de Deus, os pastores da igreja». Por seu lado, os esposos são consagrados ao serviço da família.

3. O significado a palavra sacramento

A palavra sacramento significa sinal.

4. Sacramento é um sinal do amor de Deus

Os sacramentos são sinais. Sinais de quê? Sinais do amor de Deus para com a humanidade.

O sacramento é um sinal sensível e eficaz.

Ele é sensível porque com os nossos cinco sentidos podemos percebê-lo.

Vamos fazer um exemplo: você ama uma pessoa e quer demonstrar esse amor dando-lhe ramos de flores. Estas flores não são o amor que você tem por aquela pessoa; é simplesmente uma prova, um sinal. E a pessoa que recebe seu presente sabe que, escondido nele, está todo o amor que você tem por ela.

O Sacramento é um sinal eficaz porque produz uma mudança na pessoa que o recebe.

Por exemplo: o batizando deixa de ser uma simples criatura de Deus e passa a ter a filiação adotiva divina, recebe a graça santificante.

No sacramento da Penitência e Reconciliação, a pessoa que estava afastada de Deus pelo pecado, retorna à amizade com Deus.

Assim, com todos os sacramentos.

Aí eu pergunto a vocês: os sacramentos são apenas sinais do amor de Deus? Não, os sacramentos não são só sinais do amor de Deus, como no caso do ramo de rosas, que fica no sinal.  Os sacramentos não são só sinais da presença de Cristo na Igreja. Eles são o próprio Deus, presente nesses sinais. Os sacramentos são REALIDADE.

Por exemplo: a hóstia consagrada não é só sinal da presença de Cristo: é o próprio CRISTO.

E isso acontece com os demais sacramentos: são o próprio Deus presente neles.

Agora, voltando ao amor de Deus.

5. Jesus sacramento do Pai

Deus criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26-27). Mas o ser humano foi teimoso e pecou. Seu pecado foi afastar-se do seu Criador (cf. Gn 3). Mas o Pai não abandonou aqueles que foram criados a sua imagem e semelhança (cf. Gn 3,15): pelo contrário, chamou-os de volta a sua amizade e fez com eles uma aliança (cf. Gn 12,1-5).

Mas o ser humano é teimoso mesmo. Hoje ele é fiel, amanhã já desmancha o contrato. Deus, porém, é fiel e carinhoso. Ele é um apaixonado por sua criatura preferida: a pessoa humana.

Apesar de a pessoa se afastar continuamente de seu Criador, este sempre deseja salvá-la. E o grande SINAL do Pai se realizou em Jesus Cristo.  Deus tornou-se visível para o homem, enquanto esteve aqui na terra, as pessoas podiam vê-lo, ouvi-lo, tocá-lo. Hoje podemos senti-lo de diversos modos, ao recebê-lo na Eucaristia – estamos tendo o contato mais íntimo que podemos ter com Ele; ao ajudarmos uma pessoa- é à Ele que estamos atendendo; ao ouvir a Palavra de Deus – é Ele que nos fala.

Por isso é que dizemos que JESUS é o SACRAMENTO DO PAI. É o grande gesto-sinal de Deus.

Cristo cumpriu sua missão aqui na Terra: viveu fazendo o bem (cf. At 10,38). E obediente à vontade do Pai, amou até o fim (cf. Jo 13,1). Por isso deu a sua vida por nós. E o Pai o ressuscitou. E Jesus foi elevado ao céu (cf. Fl 2, 5-11). Mas antes de voltar para junto do Pai, encarregou os Apóstolos de continuarem sua missão aqui na terra (cf. Mt 22,18-20).

A Igreja, portanto, continua fazendo o que Cristo fez. E Cristo está presente no meio dela, continuando a salvar a humanidade. A Igreja é, pois, SINAL da presença de Cristo no meio dos homens: A IGREJA É SACRAMENTO DE CRISTO.

Como é que Jesus está presente na Igreja? Entre outras formas, através dos sacramentos, ou seja, mediante os SINAIS privilegiados do seu amor.

Assim, o BATISMO, a EUCARISTIA, a CONFIRMAÇÃO, a PENITÊNCIA E RECONCILIAÇÃO, o MATRIMÔNIO, a ORDEM e a UNÇÃO DOS ENFERMOS são SACRAMENTOS DA IGREJA, pois são sinais do amor de Cristo que nos vem através da Igreja.

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